03 agosto 2022

Simplesmente faça algo



Depois de eu ter falado em uma universidade cristã sobre a doutrina da vocação, um estudante veio e me perguntou se eu poderia dar-lhe algumas orientações. Ele tinha ido à escola pensando que queria ser pastor, mas então se sentiu atraído por se tornar professor. “Como eu sei o que o Senhor quer que eu faça?” ele perguntou.

Eu dei-lhe alguns conselhos sobre como discernir seus talentos, mas então ele fez uma pergunta que revelou o problema mais profundo: “e se eu fizer a escolha errada?” E se eu decidisse ser professor, mas Deus na verdade quisesse que eu fosse pastor? Ou, se eu decidisse ser pastor, Deus na verdade não quisesse que eu fosse? Como eu vou ensinar ou pregar se ao fazê-lo posso estar fora da vontade de Deus? E como é que eu poderia descobrir?

E então me veio a resposta. “Você não é capaz de fazer a escolha errada,” eu disse. Se você decidir ir para o ministério — e, vale ressaltar, já que as vocações vêm de fora de nós mesmos, se você terminar o seminário e receber um chamado de uma congregação — você pode ter certeza que Deus te colocou nesse púlpito. Se você decidir ensinar e uma escola te contratar, você pode ter certeza que Deus te colocou nessa sala de aula. Deus pode até te colocar em uma sala de aula agora e então, mais tarde, te chamar para o ministério.

Muitas pessoas assumem que a vontade de Deus para as nossas vidas é algo que precisamos “descobrir” e que podemos perdê-la se fizermos a “escolha” errada. Mas já que elas não tem como saber com certeza o que é a vontade de Deus no seu caso específico, elas ficam paralisadas, sem saber o que deveriam fazer, então acabam sem fazer absolutamente nada.

Os cristãos reformados sabem que reduzir tudo à nossa “escolha” é um exagero. Sim, nós fazemos escolhas, mas para os cristãos, cuja confiança está no Senhor que governa o universo, nem nossa salvação nem a trajetória das nossas vidas “depende de nós.”

Será que realmente achamos que a vontade de Deus pode ser frustrada? É claro, nós podemos ir contra a sua vontade revelada, os seus mandamentos; isso é o que pecar significa. Nós precisamos estudar a Palavra de Deus para conhecer a sua justa vontade. Nós também precisamos perceber que a sua vontade frequentemente está em conflito com a nossa própria vontade caída. Nós devemos crescer na nossa fé, de modo que possamos orar com Jesus: “não se faça a minha vontade, e sim a tua.” (Lc 22.42). Mas, em última instância, no seu governo da criação, sua vontade soberana é feita.

Sem dúvida o estudante sabia que certas carreiras, como ser um traficante de drogas ou um pornógrafo, estavam fechadas para ele. Mas ser professor não é pecado. Tornar-se um pastor também não. Ele realmente tem escolhas a fazer, e tomar essas decisões demanda autoexame, angústia e oração. Ele precisa levar em conta todos os fatores comuns: finanças, tempo e família. Mas ele pode estar seguro, assim que a decisão estiver tomada, de que Deus o estava guiando.

Isso é o que a Escritura ensina: “O coração do homem planeja o seu caminho” — então devemos fazer planos —“mas o Senhor lhe dirige os passos.” (Pv 16.9 ACF). Deus é quem “dirige” o que fazemos. “O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do Senhor.” (21.31). O Senhor traz o resultado, fazendo de você um cooperador em seus propósitos.

Ao contrário do que a teologia da prosperidade ensina, o sucesso terreno não é necessariamente um sinal do favor de Deus, e nem a falta de sucesso é sinal de que você está “fora da vontade de Deus.” A trajetória das nossas vidas frequentemente inclui não só oportunidades mas também fracassos, não só portas se abrindo mas também portas sendo batidas na nossa cara. Vocação certamente não é só sobre sua “realização pessoal.” Seguir Jesus na vocação requer auto-negação e auto-sacrifício diários pelos próximos a quem nossas vocações servem.

Dificuldades nas nossas várias vocações — na família, na igreja e na comunidade, tanto quanto no trabalho — testificam de um outro aspecto da vontade de Deus: seu desejo de que cresçamos em fé e santidade. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1 Ts 4.3). Isso acontece conforme as lutas nas nossas vidas nos fazem depender ainda mais dele.

No presente momento, nós não sabemos o que acontecerá ou aonde nossas escolhas nos levarão. Mas quando olhamos para trás — especialmente quando o tempo já passou, quando estamos mais velhos — nós podemos ver o padrão e como Deus estava nos guiando ao longo de todas as etapas do caminho, mesmo que não estivéssemos cientes disso o tempo todo.

Nesse meio tempo, nós precisamos agir. Confiar na providência de Deus — não só no controle de Deus, mas no fato de que Deus “provê” para nós — é uma fórmula não para a passividade mas para a liberdade. Nós podemos avançar com ousadia em direção às oportunidades e relacionamentos que a vida tem para nós, confiantes de que ele estará conosco.

Por: Gene Edward Veith. © Ligonier Ministries. Website: ligonier.org. Traduzido com permissão. Fonte: Just Do Something.

Original: Simplesmente Faça Algo. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Pedro Henrique Lima de Oliveira. Revisão: Laura P. Silva.

Fonte: https://voltemosaoevangelho.com/blog/2021/08/simplesmente-faca-algo/

Oração do Pastor

 


01 junho 2022

NOTA DE FALECIMENTO

 

A Congregação Evangélica Luterana Cristo Vive de Santa Felicidade, Curitiba PR, comunica, com pesar, o falecimento da Sra. MARLENE LUIZA ESPIG, ocorrido nesta última terça-feira, ontem, dia 31 de maio, em Guarapuava PR, por insuficiência cardíaca.

Era filha de Leonor Daldin Dias e Sezinando Antunes Carvalho, mãe do Rogelio, Rosiane, Eloiza, Eliza e Herbert Cristian. Alcançou a idade de 74 anos.

O velório acontece na Funerária Cristo Rei, em Guarapuava PR, onde às 13h45 haverá a cerimônia fúnebre. Após, será levada para sepultamento, no cemitério da Palmeirinha.

Deixa enlutados(as) a irmã Leonira Daldin Dias, cinco filhos(as) já mencionados, sete netos(as) e muitos sobrinhos(as), demais familiares, amigos(as) e irmã(o)s na fé em Cristo. A oração memorial ocorrerá no culto do dia 4 de junho em nossa Congregação e dia 5 de junho na CEL São Paulo de Guarapuava PR, a qual agradecemos imensamente pelos prestimosos acompanhamentos e serviço religioso fúnebre.

Que Deus, em sua infinita graça e misericórdia, conforte os corações da família e amigos(as) enlutados(as), com a certeza da vida eterna pela fé no Salvador Jesus Cristo.

“Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” (Ap 14.13)

31 maio 2022

JUVENTUDE EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASIL (JELB)


Nossa história

 

SOBRE A JELB


Tudo começou num vilarejo chamado Hartzpikade (Picada Hartz), na época pertencente ao município de Sapiranga-RS. Hoje, emancipado, Nova Hartz ainda guarda a memória de ser o local onde surgiu uma das mais antigas organizações juvenis religiosas do país: a Juventude Evangélica Luterana do Brasil (JELB). A palavra-chave desse tempo era união: formação e união das primeiras comunidades em torno de um Sínodo, o surgimento das primeiras uniões juvenis e, enfim, o sonho de união de todos os grupos de jovens em uma liga.

Nesse tempo, só existia uma união juvenil no Rio Grande do Sul, e a dificuldade de transporte e comunicação isolava ainda mais uma juventude da outra. Com a fundação de uma Liga Juvenil Luterana no Brasil – nos moldes da liga juvenil norte-americana – esta situação poderia ser revertida através do intercâmbio, congressos e torneios esportivos. Eis um trecho da Primeira Ata Oficial da JELB em 31 de maio de 1925: “quão grande importância tal liga é para todos nós. Porque, o que por vezes não pode ser realizado por uma união juvenil, para uma Liga seria facilmente realizável.”

A primeira diretoria eleita, a 
Waltherliga Brasiliens (Waltherliga Brasil), era composta por: presidente – Rev. Karl August Rupp; vice-presidente – Rev. Edmundo Neumann; secretário – Hans Maack e tesoureira – Srta. Leonora Klein. Restava apenas um detalhe: como se chamaria a liga? Sobre o nome escolhido, a ata explica: “Segundo resolução, foi dado à nova união [das ligas] o nome de ‘Waltherliga’. Isto ocorreu, primeiro, para preservar uma lembrança duradoura do nosso querido Dr. Walther, o qual por graça divina, novamente anunciou ‘Palavra e doutrina de Lutero’, clara e puramente e as colocou sobre um pedestal luzente, tornando-se assim o fundador de nosso querido Sínodo de Missouri; em segundo lugar, para com isso declarar que estamos unidos em espírito com a grande Waltherliga na América do Norte, à qual milhares de jovens pertencem e que já muita bênção proporcionou e ainda proporciona.”

Hoje, percebemos que o caminho não estava traçado, e a estrada, não a encontramos pronta. Os primeiros passos foram inseguros e difíceis. Mesmo assim, as uniões juvenis foram surgindo nas comunidades do Sínodo Luterano em meados do 
século XX. Aos poucos, cada um foi se encontrando e construindo um mesmo caminho, que se tornou distinto, inconfundível e único: a Waltherliga.

No tempo da
 Segunda Guerra Mundial, por questões nacionalistas do Estado Novo, a nossa organização passou a denominar-se Liga Walther. No ano de 1945, a Liga Walther foi extinta, e o trabalho juvenil na IELB ficou ao cargo de uma Comissão Pró-Juventude. Em 1950, a Comissão Geral foi reorganizada em JLB – Juventude Luterana do Brasil. Mais tarde, a organização juvenil passou a se chamar JELB.

Da Waltherliga à JELB, nossa entidade recebeu diferentes nomes, mas com o mesmo sentido: 
levar o amor de Cristo para todos, especialmente para os jovens.

A JELB do novo milênio traz as marcas dessa caminhada e o mesmo espírito de união de suas origens. Dentro deste contexto, o 
Conselho Geral procura contribuir com ações e palavras, visando a integrar os jovens luteranos em todo o Brasil.

¹MAAK, Hans. “Protokolle de Walther-Liga Von Süd-Amerika, Soli Deo Gloria”. Ata de fundação da Waltherliga em Picada Hartz.
Texto retirado da introdução (páginas 13 e 14) do livro: 
Em busca de um sonho – a história da Juventude Evangélica Luterana do Brasil (1925 – 2002) / Organizado por Luís Antônio Pinto Cruz. – Porto Alegre: Concórdia, 2003 – 128p.

Quer conhecer mais da história da JELB?
Assista o documentário “Forte em Santa União”, produzido pela Aline G. Koller (trailer no topo da página), e leia o livro “Em busca de um sonho”, escrito por Luiz Antônio Pinto Cruz, que podem ser adquiridos na Editora Concórdia. Tudo começou num vilarejo chamado Hartzpikade (Picada Hartz), na época pertencente ao município de Sapiranga-RS. Hoje, emancipado, Nova Hartz ainda guarda a memória de ser o local onde surgiu uma das mais antigas organizações juvenis religiosas do país: a Juventude Evangélica Luterana do Brasil (JELB). A palavra-chave desse tempo era união: formação e união das primeiras comunidades em torno de um Sínodo, o surgimento das primeiras uniões juvenis e, enfim, o sonho de união de todos os grupos de jovens em uma liga.


Fonte: https://www.jelb.org.br/sobre-a-jelb/nossa-historia/

 

11 maio 2022

A BÍBLIA PODE AJUDAR UMA MÃE?

Erní Seibert
O apóstolo Paulo, em sua Segunda Carta a Timóteo, lembra a este jovem pastor o grande valor que tinham sua mãe e sua avó. A menção a essas duas mulheres aparece logo no começo desta Carta. No primeiro capítulo, versículo 5, o apóstolo diz: “Lembro da sua fé sincera, a mesma fé que a sua avó Loide e Eunice, a sua mãe, tinham. E tenho a certeza de que é a mesma fé que você tem.” Ou seja, o apóstolo Paulo reconhecia no jovem Timóteo a mesma fé sincera que viu na mãe e na avó de Timóteo. Ou seja, ele seguiu sua mãe e sua avó na fé em Jesus Cristo.
A segunda menção que o apóstolo Paulo faz a essas duas senhoras está no capítulo 3, versículo 15: “E, desde menino, você conhece as Escrituras Sagradas, as quais lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação, por meio da fé em Cristo Jesus.” Nessa segunda passagem, a menção à mãe e avó de Timóteo é indireta. Timóteo, que em sua vida reproduzia a fé sincera de sua mãe e avó, havia aprendido, na infância, as Escrituras Sagradas. O texto não diz explicitamente, mas a carta indica que Timóteo havia aprendido as Escrituras com sua mãe e sua avó.
Em nossa sociedade, o que é recomendado que as mães façam em favor de seus filhos? Quais são os ideais recomendados para que as mães deixem para os seus filhos? A Bíblia está entre os livros recomendados para mães utilizarem com seus filhos?
É sabido que as mães, no processo de criarem os seus filhos, passam para eles seus valores e suas convicções. Os ideais de uma sociedade passam pelos ideais das mães.
No Brasil, dizem as estatísticas, a presença da mãe é mais estável na vida das crianças do que a presença do pai. Muitas mães são abandonadas pelos seus maridos quando os filhos são pequenos. Muitas vezes essas mães aceitam viver com novos companheiros. A criança vai se adaptando à situação. A legislação brasileira, em muitos documentos, pede apenas o nome da mãe da pessoa. Ela não pede o nome do pai, pelas razões da instabilidade da relação do pai com os filhos em tantas situações. A mãe não muda ao longo da vida. É a mãe que, nesses casos, precisa dar aos filhos uma visão de mundo adequado para o desenvolvimento da futura geração. Pois é exatamente aí que a Bíblia pode ajudar, e muito.
Quando uma mãe começa a ler a Bíblia para e com os seus filhos, eles aprendem coisas importantes para a vida. Eles aprendem que, mesmo que haja problemas em sua família, existe um Deus que os criou e que os ama. Aprender que Deus é o exemplo de pai que sempre cuida de seus filhos é um ensinamento precioso da Bíblia. Deus cuidou de viúvas e órfãos. Deus cuidou de José, que foi vendido pelos seus irmãos para ser escravo no Egito. Deus ama a todas as pessoas, independentemente dos problemas que essa pessoa enfrenta. Deus é uma rocha firme em meio aos temporais da existência. Com a Bíblia, a mãe consegue ensinar isso aos seus filhos.
Além disso, com uma Bíblia em suas mãos, a mãe pode ensinar a história de Jesus para os filhos. Na história de Jesus aprendemos que “…Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Jesus é o Filho de Deus. Ao morrer na cruz, Jesus pagou por todos os pecados e, na ressurreição, venceu a morte. Quem crê em Cristo tem vida a eterna. Que ensinamento precioso as mães podem dar aos seus filhos ensinando isso a eles! Foi o que a mãe de Timóteo fez. Ela ensinou para seu filho a sabedoria que só a Bíblia pode ensinar.
Muitas mães fazem isso com seus filhos. Existem inúmeros exemplos na história do cristianismo de mães que, com a Palavra de Deus, influenciaram positivamente seus filhos. Mencionamos dois exemplos famosos. A mãe de Agostinho, com sua firmeza na fé e ação, deu para a Igreja e para a humanidade, um dos seus maiores pensadores e um dos maiores professores da fé cristã. Outro exemplo é a mãe de John Wesley. Ao ensinar a Wesley e seus irmãos a fé cristã, ela não apenas deu a base firme de fé para um dos grandes reformadores da história da Igreja, mas provocou algumas das maiores transformações sociais jamais vistas.
Mães podem fazer muito com Bíblias em suas mãos. Uma Bíblia ajuda a mãe, os filhos e toda a família. Como seria o nosso mundo se todas as mães colocassem em suas mãos a Bíblia Sagrada?

03 maio 2022

A ORIGEM EVANGÉLICA E ATIVISTA DO DIA DAS MÃES

 O trabalho social da metodista norte-americana Anna Reeves Jarvis inspirou a data comemorativa

 

Foto: Anna Jarvis
 

O Dia das Mães está aí. Festa para uns, vazio para outros, lucro para comerciantes… mas vale recordar a origem da data que tem mais de cem anos.
 
Poucos sabem que a gênese nada tem a ver com a tradicional referência às “rainhas do lar” ou com a intensa venda de produtos e presentes.
 
Dia das Mães foi criado devido à atuação de mulheres/mães cristãs em causas sociais. Foi uma evangélica metodista de West Virginia, Estados Unidos, a ativista social Anna Reeves Jarvis, mãe de doze filhos, que começou a articular eventos que reuniam mães em torno de demandas sociais.
 
Jarvis criou em 1858 os Clubes “Dias de Trabalho das Mães” que atuavam pela diminuição da mortalidade de crianças de famílias de trabalhadores. Anos depois, a ativista organizou o Dia da Amizade das Mães, para reunir famílias e vizinhos separados com a Guerra Civil dos EUA, e para ações solidárias com os feridos.
 
Depois da morte de Anna Jarvis, em 1905, uma de suas filhas, que tinha o mesmo nome, foi quem militou para a oficialização de um dia nacional das mães. Anna Jarvis filha queria honrar a memória da mãe ativista social com um ato pela paz e com isso prestar homenagem a todas as mães.
 
A campanha pelo Dia das Mães oficial começou com a realização de cultos, inicialmente na Igreja Metodista, depois em outras igrejas, no segundo domingo de maio. Isso se deu em anos seguidos e em cidades diferentes. Como houve grande adesão, o segundo domingo de maio foi instituído por lei nos EUA, em 1914, como Dia das Mães.
 
Transformado a cada ano em evento fortemente comercial, o sentido do Dia das Mães sonhado pela filha da cristã metodista atuante pelas causas sociais foi apagado rapidamente.
 
Em 1923, Jarvis até passou a militar contra a data que ela própria havia criado. Nos anos 1930 ela chegou a ser presa, acusada de perturbar a paz de um encontro grupo de Mães da Guerra Americana, ao protestar contra a comercialização de flores. Anna Jarvis não teve sucesso na recuperação do sentido do Dia das Mães: morreu em 1948, cega, pobre e sem filhos.
 
Mais de cem anos depois da primeira comemoração oficial do Dia das Mães, pode parecer vã qualquer nova campanha pela recuperação do seu sentido original. Não deixa, porém, de ser um bom exercício pensar na data de forma menos estereotipada e comercial. Não seria um meio de honrar mães, presentes e ausentes, destacar aquelas que, como a Anna Jarvis do passado, são ativistas na promoção da vida e da paz?

 

Autoria: Magali do Nascimento Cunha - jornalista e doutora em Ciências da Comunicação. É colaboradora do Conselho Mundial de Igrejas. Publicado por Carta Capital, 10/05/2018.

 

29 abril 2022

SAÚDE MENTAL X PRODUTIVIDADE

 


Comemorar o Dia do Trabalho envolve falar sobre temas importantes e atuais que não estão relacionados ao simples descanso no dia 1° de maio. É dia de olharmos para a forma como nos relacionamos com o trabalho, como o vivenciamos e qual a situação das pessoas com quem trabalhamos. Deus já nos disse, na Bíblia, que o trabalho edifica o homem! E os estudos científicos corroboram trazendo dados que afirmam o quanto o trabalho agrega valor e propósito à vida do ser humano. Como é a sua relação com o seu trabalho? E como estão os colegas na sua empresa?


Ocorre que temos acompanhado transformações no cenário profissional. Pesquisadores chamam nosso mundo atual de VUCA, sigla em inglês que nos alerta sobre vivermos num mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo. A tecnologia traz velocidade na informação, não temos mais certeza sobre as notícias publicadas, tudo pode ser relativizado e a pressão por ser perfeito tem afetado seriamente nosso bem-estar e provocado danos à saúde mental das pessoas.


Problema atual no mundo do trabalho

 

Veja se você se reconhece! Ouço com frequência, no meu trabalho de desenvolvimento de líderes, relatos de sintomas como um zumbido nos ouvidos no fim do dia, uma pressão exagerada na cabeça, alterações no sono, irritação, inquietação, um sentimento de vazio, a sensação de não estar fazendo o bastante, sendo insuficientes e, por vezes, com presença de crises de ansiedade. Essas informações não se manifestam somente na minha prática. Dados da Previdência Social relatam que, em 2021, mais de 75 mil brasileiros foram afastados do seu ofício por conta de quadros de transtornos emocionais. O Brasil é conhecido por ser o país mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo.

 

Empresas precisam de pessoas, pessoas precisam de saúde física e emocional para atuarem e terem resultados. Sou psicóloga e atuo com líderes, times e negócios no que diz respeito ao desenvolvimento de habilidades comportamentais. Acompanho uma porção de profissionais comprometidos na construção de ambientes em que as equipes possam manifestar suas emoções e sentimentos, lugares em que o erro não é consequenciado com punições severas, e, sim, como condição humana e necessidade de monitoramento e direção. Estamos aprendendo a ter conversas corajosas para resolver problemas de maneira assertiva ao invés de criar situações de fofocas e procurar culpados, e a gerir essa enxurrada de emoções que estão presentes no dia a dia desse mundo VUCA. Não há produtividade em times adoecidos. 

 

Qual a dica?


Estudos têm mostrado que equipes felizes são até 40% mais produtivas. Veja exemplos de práticas que você pode fomentar com seu time para aumentar a percepção de bem-estar: 1. encoraje seu time a expressar pensamentos, sentimentos e expectativas sobre o trabalho; 2. provoque para que as pessoas identifiquem propósitos profissionais e pessoais e faça uma ligação entre eles; 3. crie espaço para conversas corajosas onde possa acontecer um feedback sobre desempenho e expectativas; 4. crie rotinas saudáveis para o time no que diz respeito à carga horária, pressão por resultados, intervalos saudáveis; 5. fomente relacionamentos nutritivos; 6. encoraje seus colegas a fazer atividades físicas, praticar a generosidade, meditar.

 

 Também está nas nossas mãos a construção de ambientes positivos que criam espaços para uma atuação sustentável e humanizada. Vamos fazer a nossa parte!

 

Joseani Kochhann

Psicóloga empresarial, especialista em Saúde Mental no Trabalho


FONTE: 

https://www.ielb.org.br/noticias/visualizar/8269/saude-mental-x-produtividade&r=1

06 abril 2022

NOTA DE FALECIMENTO

 


A Congregação Evangélica Luterana Cristo Vive de Santa Felicidade comunica, com pesar, o falecimento da Srª Deonilda de Oliveira, ocorrido nesta última segunda-feira, 04 de abril, em Campo Magro, PR. Era membro da nossa congregação e alcançou a idade de 83 anos. O sepultamento foi na manhã desta última terça-feira, 5 de abril, no Cemitério Vertical do Tarumã, em Curitiba PR. Deixa enlutados parentes, amigos(as), irmãos e irmãs na fé em Jesus Cristo. Que Deus, em sua infinita graça e misericórdia, conforte os corações de todos(as) enlutados(as), com a certeza da vida eterna pela fé no Salvador Jesus Cristo.

“Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” (Ap 14.13)

29 março 2022

O que é a Quaresma?


Quaresma é um período de arrependimento e auto-análise do coração. Oramos que este vídeo ajude você a entender o significado da Quaresma, quando se medita no sofrimento e na morte que Jesus teve em nosso lugar. A Quaresma é um período propositadamente mais solene, para contrastar com o magnífico Domingo de Páscoa, quando nossos Aleluias voltam, altos e claros, para celebrar a ressurreição de Jesus e a nova vida que nós temos Nele! Desejamos bênçãos a você na Quaresma, quando meditamos na cruz de Cristo, nosso Rei.


Fonte: https://www.ielb.org.br/noticias/visualizar/4274/video-sobre-a-quaresma


 

25 março 2022

"— O que vocês pensam sobre o Messias?" (Mt 22.42)

Certa vez, no caminho de uma viagem aos povoados próximos de Cesareia de Felipe, Jesus perguntou aos seus discípulos: “— Quem o povo diz que eu sou?” E eles responderam: “— Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é um dos profetas.” E, logo em seguida, Jesus pergunta: “— E vocês? Quem vocês dizem que eu sou?” Pedro, um dos discípulos ali presentes naquela ocasião, respondeu prontamente: “— O senhor é o Messias!” (Mc 8.27-30)
Pedro declarou que Jesus é o Messias! E você: “O que você pensa sobre o Messias?” Uma boa pergunta exige uma boa resposta. A resposta a esta questão mostra o que pensamos sobre Jesus.
Em outra ocasião, situação e circunstâncias, o evangelho de Mateus relata que Jesus perguntou aos fariseus: “— O que vocês pensam sobre o Messias? De quem ele é descendente? — De Davi! — responderam eles.” (Mt 22.42)
A resposta é intencional e reveladora do que os mestres da lei pensavam sobre o Messias. Afirmar que o Messias era descendente do rei Davi era o mesmo que dizer que ele, Jesus, seria inferior ou menos importante do que Davi. No entanto, está registrado no Salmo 110.10 que o próprio Davi declara abertamente que o Messias é o “meu Senhor”, “está do lado direito” (lugar de honra e autoridade) e “porá os inimigos debaixo dos seus pés” (tem poder e autoridade). (Mt 22.43-44; At 2.34-35; 1Co 15.25; Hb 1.13; 10.12-13) Aconteceu que “ninguém podia responder mais nada, e daquele dia em diante não tiveram coragem de lhe fazer mais perguntas.” (Mt 22.46)
Jesus é o Messias, o Salvador prometido no Antigo Testamento (Jo 1.41). Ele é o Cristo, o “ungido”, “separado”, “designado”, tão aguardado pelo povo, que veio para salvar os que nele creem e confiam.
Oração: 
Em ti, ó Cristo, cremos e confiamos. 
Tu és o Messias, o Cristo, o Filho do Deus vivo! 
Em ti, por graça e misericórdia, temos a salvação. 
Em teu santo nome. 
Amém.
WML

15 março 2022

FORÇA! GARRA! CORAGEM! DETERMINAÇÃO!

“Como estava chegando o tempo de Jesus ir para o céu, ele resolveu ir para Jerusalém.” (Evangelho de Lucas 9.51)

 

Força! Garra! Coragem! Determinação!” são palavras que estimulam pessoas resolvidas a alcançar um objetivo específico. Tais expressões de incentivo são ouvidas por desportistas em competição, oficiais e soldados em guerra, estudantes e trabalhadores em geral, enfermos em todos os níveis, pessoas em situações difíceis na vida ou ainda aqueles que enfrentam grandes obstáculos a serem superados. Acredito que você já tenha dito ou ouvido palavras estimulantes como estas.


Jesus estava no início da sua última viagem, da Galiléia a Jerusalém, a fim de cumprir definitivamente a sua missão de salvar aos pecadores por meio do seu sofrimento, morte e ressurreição. Embora estivesse ciente do que haveria de enfrentar (dor, rejeição, muito sofrimento, inclusive morte), a resolução de Jesus em seguir para Jerusalém foi uma atitude de força, coragem, garra e determinação.


A Quaresma, este período da igreja que vivemos, faz-nos refletir sobre a parte final do ministério de Jesus Cristo neste mundo. Episódio triste e lamentável, mas necessário para a consumação da missão de Deus: a nossa salvação.


Constantemente necessitamos de incentivos para nossa vida. Os obstáculos parecem intransponíveis! A vida parece sem sentido! As dificuldades parecem que não acabam! Isto acontece por causa do pecado do ser humano. No entanto, tudo isto inclusive o pecado apenas parecem que não têm solução, mas não é realmente assim. Jesus Cristo sofreu, padeceu e morreu, contudo ressuscitou em glória e poder subindo ao céu cumprindo o seu objetivo com força, garra, coragem e determinação. Sublime propósito de Jesus que dá a vida eterna aos que nEle crêem, por isso ele nos diz nas diversas situações da vida: “Força! Garra! Coragem! Determinação!” As palavras do Salvador Jesus Cristo nos estimulam: “Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo.” (Jo 16.33).


Vamos meditar na dedicação do nosso Senhor e valorizar o empenho dele em nosso favor. A conquista da vitória de Cristo nos motiva, como seus filhos, a enfrentarmos toda e qualquer situação com determinação confiando em Deus que age com poder em nossa vida.


Oração: “Senhor Jesus, obrigado por resolver seguir a Jerusalém a fim de cumprir a missão para me salvar. Dá-me força, garra, coragem e determinação para enfrentar a semana que se inicia. Amém!”

WML

01 janeiro 2022

ANO NOVO - Animados e renovados no espírito

    Novo ano que se inicia. Para a grande maioria das pessoas, tempo de descanso e oportunidade de renovação. Vida que segue sob a bênção e o cuidado divino. Com o apóstolo Paulo podemos dizer: “Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia.” (2Co 4.16)
    Mesmo que o cansaço corporal ainda esteja presente, este período de mudança de ano no calendário civil representa uma possibilidade de renovação. Num mundo de intensa movimentação, numa realidade de constantes transformações, não podemos permanecer estagnados e acomodados, mesmo porque a fé é dinâmica. O corpo, ao longo do tempo, também se modifica, se desgasta, nas palavras do apóstolo Paulo. No entanto, a fé em Cristo nos traz um novo ânimo. Deus nos dá a possibilidade de mudança para melhor. É claro que o desânimo vem e faz parte da nossa vida, mas renovar é preciso! A fé cristã que Deus, por graça e amor, nos deu, nos habilita a empregarmos um novo sentido à vida. É neste sentido que o apóstolo nos incentiva ao dizer “por isso nunca ficamos desanimados”, pois nosso espírito se renova e isso tem impacto direto também em nosso corpo.
    Não se trata aqui apenas e tão somente de pensar positivamente e acreditar que tudo mudará como num passe de mágica. A renovação de espírito se traduz em ponderar sobre os aprendizados do passado e redirecionar os objetivos e motivações para a construção de novas e boas experiências sob a direção divina. À luz dos valores, princípios e propósitos da fé em Jesus, temos belas, nobres e consistentes motivações para renovarmos a vida com ousadia e esperança para este novo ano que já vivenciamos. O corpo se desgasta com o tempo, mas a fé em Cristo nos dá ânimo e renovação de espírito redobrados para a continuação da nossa caminhada de vida.
    Oração: Pai celestial, abençoe-nos e nos acompanhe neste novo ano que já se iniciou. Mesmo que desgastados no corpo, anime-nos e renove nosso espírito e fé para uma vida dedicada a ti. Molde-nos conforme a tua santa e boa vontade. Amém!
WML

24 dezembro 2021

NATAL - Cheiro de Presépio

    

    Dias atrás cheirei o Natal. Tinha o aroma perfumado de pinheirinho verdadeiro, barba de pau, areia, musgo, pedrinhas do rio… Foi dentro de uma igreja antiga de estilo tradicional. Aquele presépio aromático se transformou num frasco de perfume. E engrenou a minha memória às lembranças de um Natal ainda livre do gosto artificial de plástico.

    Qual foi o cheiro do primeiro Natal? Não foi o aroma de peru assado, nem de presentes espalhados na casa decorada. Foi de esterco e de urina da vaca. Foi de baba do boi, impregnado na cocheira de uma estrebaria mofa e úmida. Foi de suor. Daquele odor natural após uma longa viagem no lombo de um burro, saindo de um José e de uma Maria sem banho tomado porque não encontraram hospedagem. Incrivelmente, o Natal começou com um cheiro desagradável.

    Mas ele foi logo transformado. O presente dos reis magos – ouro que garantiu uma nova e descente moradia, mirra de perfume valioso, e incenso com fragrância suave – aromatizou o presépio. E foram estes homens do Oriente o próprio perfume. Coisa que ainda acontece. Ou como diz o texto sagrado: Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas pessoas. Porque somos como o cheiro suave do sacrifício que Cristo oferece a Deus (2 Coríntios 2.14,15).

    O Natal, porém, dependendo do nariz, continua com aquele ar fétido de estrebaria. Isto porque, conforme o texto bíblico citado, para os que estão se perdendo, é um mau cheiro que mata; mas, para os que estão sendo salvos, é um perfume muito agradável que dá vida (2 Coríntios 2.16). Não foi por nada que Simeão, ao acariciar o nenê Jesus no colo e sentir o cheirinho de criança recém-nascida, profetizou: Este menino foi escolhido por Deus tanto para a destruição como para a salvação de muita gente em Israel (Lucas 2.34).

    Qual é a fragrância do Natal no meu nariz? De vida ou de morte? De salvação ou de condenação? Natal tem disto! É a chegada daquele que não foi recebido pelo próprio povo (João 1.11). É a vinda do Deus de carne no meio dos deuses de prata e de ouro feitos por mãos humanas, ídolos que têm nariz mas não cheiram (Salmo 115.4,6). Natal exala violência promovida por Herodes – gás mortal para as crianças de Belém (Mateus 2.16). Um olfato diabólico que fareja pelo caminho do Calvário e encontra o Deus-morto e o odor de cuspe e de feridas.

    Mas graças aos céus, Natal também tem o aroma de perfumes que não foram usados no corpo de Jesus. – Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo? (Lucas 24.5) Os mesmos que anunciaram aos pastores o nascimento do Salvador agora anunciavam a sua ressurreição. E na promessa de trazer uma fragrância nova e duradoura, o nascido em Belém manda escrever: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para anunciar essas coisas a vocês nas igrejas. Eu sou o famoso descendente do rei Davi. Sou a brilhante estrela da manhã… Certamente venho logo. (Apocalipse 22.16,20).

    O presépio do Natal exala tudo isto! É só cheirar! E conforme o olfato, nem será um cheiro, mas um sopro. O mesmo daquele quando o Senhor soprou no nariz do homem um fôlego de vida (Gênesis 2.7).

Pastor Marcos Schmidt – Igreja Luterana – Novo Hamburgo - RS



07 dezembro 2021

ADVENTO - Tempo de preparação

 

- É tempo de preparação, não somente à festa de Natal, mas também para receber o Salvador Jesus em nossas vidas diárias.

- Jesus quer entrar em nossas vidas e permanecer conosco! Mas para que? Para nos livrar do pecado e do poder do diabo, para nos firmar na fé.Para nos motivar e nos fortalecer no serviço na igreja. Para isto, necessitamos nos preparar para recebê-lo, pois sem preparação não estaremos prontos para a sua chegada.


Como estamos prontos para sua vinda?

 

- A preparação está no arrependimento dos pecados, reconhecer que é pecador e reconhecer que precisa do perdão de Deus.

 

- Nossos interesses e nossa vida própria escondem nossos pecados e nos afastam a necessidade de arrependimento. Os judeus se achavam os tais, por serem filhos de Abraão e como J. Batista os recebeu? Como cobras venenosas. Será que não pensamos o mesmo? Somos cristãos! Estes pensamentos preparam todos para uma vida de orgulho, de justiça própria e para a morte.

 

- Estar preparado é confiar no que Cristo fez quando esteve na terra entre os homens é deixar de lado qualquer coisa que nos afaste de Jesus e da cruz.

 

- O advento nos apresenta Jesus Cristo como nosso Salvador. João não era o Messias, anunciava o messias. João nos apresenta Cristo como libertador dos homens (salvador) e a julgar (condenar).

 

- A mensagem do advento nos traz fé, esperança e paz eterna pela fé. Vocês tem fé em Cristo como seu salvador? Sim, vocês tem esperança da vida eterna e que serão levados ao céu quando Cristo voltar? Vocês sentem paz por saberem que Cristo perdoou todos os seus pecados?

 

- A resposta é sim? Ótimo, mas uma preparação resulta em frutos, obras, uma vida que honra a Cristo como nosso Salvador? Qual é a nossa resposta ao amor de Deus de enviar Jesus para nos salvar? Perguntamos: O que devemos fazer? Servir a Deus todos os dias. Vejam os exemplos que João dá.

 

- Assim servimos a Jesus Cristo pelo bem do evangelho para que outros também possam ser levados a Cristo. Amém.

ADVENTO - Vem, Senhor Jesus!

Estamos numa época muito especial chamada de Advento. “Advento” significa “vinda”. Esta é a época em que, como Igreja, olhamos para o cumprimento final da volta de Nosso Senhor Jesus Cristo, e, ao mesmo tempo lembramos do cumprimento das promessas de Deus em Belém. O problema é que há muitos equívocos com relação a esta época tão especial. Acham que é um tempo especial porque:

- é fim de ano,

- é época de grandes faxinas,

- é época de juntar a família,

- é época de pensar em férias,

- é época de fazer doces,

- é época de enfeitar a casa,

- é época de comprar presentes.

E tudo isso nos dá uma alegria enorme, mas … passageira. E ficamos cansados, frustrados com as coisas que não saíram como havíamos programado.

Nesta época, ao invés de nos preocuparmos tanto com doces, limpeza, tomemos tempo para fazer uma “faxina” no nosso interior e jogar fora tudo o que nos impede de ver o amor de Deus por nós.

O Advento pretende ser um tempo de preparação, de meditação. Queremos analisar a nossa vida e verificar quantas vezes pudemos testemunhar este versículo: "Provem e vejam que o Senhor é bom; bem-aventurado é quem nele se refugia." (Sl 34.8)

O maior presente que recebemos foi Jesus que nasceu para nos libertar da consequência do pecado. Quem de nós teria a coragem de dar o seu único filho em sacrifício, para os outros terem felicidade? Deus o fez!

Em gratidão a esse Deus que é amor, bondade, misericórdia, deixemos de lado o egoísmo, a ingratidão, o desamor, e vamos receber o Jesus-menino, que quer transformar a nossa vida, fazê-la mais alegre, mais completa e mais grata, mais sensível para experimentar as maravilhas que Deus tem operado em nossa vida.

Que este Advento seja o início de uma nova etapa em nossa vida, onde nosso Pai Supremo seja nosso guia, buscado e lembrado em todos os momentos. Então, poderemos dizer, sempre de novo: "Provem e vejam que o Senhor é bom; bem-aventurado é quem nele se refugia." (Sl 34.8)

18 novembro 2021

MANEIRAS E MOTIVOS DE GRATIDÃO A DEUS

Existem inúmeras maneiras e motivos de expressar gratidão a Deus. Certa vez, Davi orou assim: “Ó SENHOR Deus, eu te agradeço de todo o coração; diante de todos os deuses eu canto hinos de louvor a ti. Por causa do teu amor e da tua fidelidade, eu me ajoelho virado para o teu santo Templo e dou graças a ti.” (Sl 138.1,2) Neste trecho bíblico Davi mencionou pelo menos duas maneiras e dois motivos para render graças a Deus, o Senhor.

O salmista Davi caracteriza a medida e a dimensão deste agradecimento quando afirma que o faz “de todo coração”! Isto quer dizer que este sentimento de tamanha dimensão encheu-lhe o peito de tal forma que o levou a cantar e se ajoelhar a Deus para agradecê-lo. Cantar hinos de louvor e se ajoelhar em oração são duas possíveis maneiras de expressar gratidão a Deus. Ambas são manifestações cultivadas pelo povo de Deus desde os tempos bíblicos que atravessou os séculos e ainda hoje fazem parte da tradição cristã. A Bíblia registrou várias ocasiões em que pessoas cantaram e se ajoelharam em sinal de agradecimento a Deus como referência e estímulo aos seus leitores. Configuraram-se em expressões corporais muito significativas desde que feitas “de todo coração”!

Os motivos que levaram Davi a render graças foram o amor e a fidelidade divina. Uma pessoa que se percebe amada por Deus e que nele confia é uma pessoa agradecida. O amor de Deus e sua fidelidade se traduz na pessoa e na obra salvadora de Jesus Cristo em favor de todos. Quem nele crê tem a salvação. Quem nele espera canta hinos em seu louvor. Quem nele confia ora em pé, sentado, deitado ou ajoelhado. A pessoa que reconhece o amor e a fidelidade de Deus faz questão de expressar a gratidão ao Senhor.

 

Oração: Querido Deus, hoje te agradecemos de todo coração pelo teu amor e fidelidade, que sejam bênçãos sem fim. Em nome de Jesus. Amém.

 

Pastor Wanderley Maycon Lange

13 outubro 2021

A IGREJA E SUAS ÁREAS DE AÇÃO - Testemunho


    O testemunho é a ação da igreja no sentido de levar aos que não crêem o amor que o Salvador Jesus Cristo teve e tem por todos. É através desta atividade que se manifesta com mais clareza o propósito de Deus salvar o mundo. Quando a igreja não se envolve no evangelismo, nega o que lhe é mais próprio. Pode-se dizer que no evangelismo encontramos a pedra de toque de todo o trabalho da igreja. Quando esta atividade não está presente, tudo falha. Toda a congregação, e mesmo toda a igreja, deveria ter um programa missionário que inclui tanto o educar para a missão como o efetivamente agir na missão (Gn 12.3; 1 Rs 8.43; Mt 28.20; 1 Jo 1.2; At 4.12, 20; 2 Co 5.14).

08 outubro 2021

A IGREJA E SUAS ÁREAS DE AÇÃO - Serviço

O serviço inclui as maneiras pelas quais a pessoa cristã (individualmente) e a igreja (coletivamente) respondem às necessidades das pessoas, a partir do amor de Cristo. O Evangelho traz a pessoa a um novo relacionamento com Deus e com o seu semelhante. Então, é no serviço, no auxílio ao semelhante, que vai se manifestar de forma bem especial o amor a Deus e ao próximo. Quando alguém crê em Cristo, a consequência inevitável será o cuidado que passará a ter para com as necessidades de seu semelhante.

 

A compreensão da importância deste serviço ao próximo é que levou este aspecto do trabalho da igreja cristã de uma atividade paralela a um dos aspectos mais discutidos e envolventes de toda a ação cristã. O crescente número de problemas sociais fez com que se tornasse cada vez mais necessária a ação dos cristãos em obras de amor ao próximo. (Ef 4.28; Sl 41.1; Dt 15.11; Tg 1.27)

 

 

01 outubro 2021

A IGREJA E SUAS ÁREAS DE AÇÃO - Educação

    A educação na igreja é a área de ação em que se visa alimentar a pessoa cristã. Inclui todo o ciclo do ensinar e aprender. Compreende todo o processo (in)formativo que busca o crescimento do povo de Deus com vistas a um desenvolvimento adequado e equilibrado.

    Em termos bíblicos, é oferecer o leite espiritual às crianças e o alimento sólido aos adultos em Cristo. Significa estudar periódica e sistematicamente a palavra de Deus para o crescimento no conhecimento e na fé a fim de que os filhos e filhas de Deus estejam preparados para responder sobre a razão da esperança que neles existe.



    A missão solene conferida por Cristo na Grande Comissão de "fazer discípulos de todas as nações batizando e ensinando" inclui a tarefa de educar todos as pessoas que estão sendo salvas. Uma congregação não pode satisfazer-se em apenas iniciar uma pessoa na fé. Na educação (continuada), pretende-se que as pessoas se tornem adultas na fé. A educação cristã se dá em particular, no lar, na escola e congregação. A educação prepara cristãos para viver integralmente a fé cristã. (Mt 28.20; Dt 6.6-9; Ef 4.11-16; 2Tm 3.16,17; Mc 1.22; 15.9; 1Pe 2.2; 3.15; 1Co 3.1,2; Ef 4.11-13; Dt 6.6-9; Rm 12.7; 1Tm 4.6-16; Mt 28.20; 1Co 12.28; 2Tm 4.1-5).

    O ensino se ocupa em alimentar os cristãos com a Palavra de Deus. Para isso, são criadas oportunidades para que crianças, jovens e adultos sejam firmados na Palavra de Deus e treinados para andarem nos caminhos do Senhor.

30 setembro 2021

A IGREJA E SUAS ÁREAS DE AÇÃO - Comunhão

    A comunhão é atividade da igreja cristã em que os cristãos participam da vida com Deus e das vidas uns dos outros. Compreende a participação mútua da nova vida em Cristo, o comungar unânime da providência divina em Cristo. A comunhão também é um esforço na busca de uma integração efetiva, cooperação recíproca, fortalecimento e estímulo mútuo da parte de cada um e de todos. A comunhão cristã corresponde a proximidade entre aqueles que possuem a mesma fé, o mesmo Senhor Jesus Cristo. E esta comunhão se manifesta como um fruto desta fé. (At 2.42; 1Co 10.16; 2Co 6.14; Rm 16.17; At 4.32; 1Jo 1.3; Jo 17.21)
    A comunhão é a atividade da igreja cristã em que os cristãos participam da vida com Deus e das vidas uns dos outros.

    A comunhão cristã é comunhão entre aqueles que têm a mesma fé, o mesmo Senhor Jesus Cristo, e essa comunhão se manifesta como um fruto dessa fé.

    A comunhão afasta o egoísmo. Ela trata da própria essência da vida cristã e é vital na obra da evangelização.